quarta-feira, 2 de novembro de 2016

 Sugestões de Atividades Principalmente para Modulação Tátil

  1. Evite tocar a criança por trás e de forma inesperada. Crianças mais sensíveis apreciarão um toque mais firme.
  2. Na hora do banho incentive o uso de buchas. Na hora de secar use toalhas macias e se a criança for muito sensível vá apertando a toalha em seu corpo ao invés de esfregá-la.
  3. Pintura do corpo: Usar materiais como talco, creme, amido, creme de barbear, buchas, pincéis, rolinhos de pintura, luvas de tecidos texturados. Incentivar a criança a passar em seu próprio corpo ou no do outro. Não forçar, respeitar onde ela deseja receber o estímulo.
  4. Manipulação de texturas - Num recipiente plástico (bacia) colocar água , areia, farinha, creme, pedrinhas, cereais. A criança poderá experimentar estes materiais separados ou misturados. Misturar com as mãos, encher canecas, esconder objetos no meio, enterrar as mãos ou os pés e etc.
  5. Caixa ou piscinas de texturas - Caixas contendo grãos, flocos de isopor, pedaços grandes de espuma. A criança poderá entrar na caixa para achar algum objeto escondido lá, ou se não suportar pode inicialmente, procurar o objeto com as mãos ou os pés.
  6. Trilha: Montar uma trilha, com superfícies de texturas variadas como papelão, tapete de retalhos, colchonete e carpete, almofadões, para que a criança se desloque sobre ela, rolando, engatinhando, ou numa brincadeira corporal com outra pessoa (ex: luta, trenzinho, natação no seco).
  7. Sanduíche: Usar colchonetes, almofadões ou cobertores para enrolar a criança, tipo rocambole, ou então amontoá-los sobre ela. Podemos cantar enquanto damos pequenos apertos sobre o corpo da criança. Podemos também enrolar a criança no colchonete e deixar que ela ande pela sala ou role pelo chão com ele.
  8. Abraço de Tamanduá - Abraço bem firme, apertado, incentivando a criança a fazer o mesmo. Abraçar e soltar pois a criança poderá ficar aflita se for muito demorado. Repetir várias vezes durante o dia.
  9. Amassa pão: Criança deitada sobre um tapete ou colchonete, rolar uma bola fazendo pressão sobre seu corpo. Chamar atenção para as partes do corpo. Observamos que atividades que envolvem o toque mais firme, como nas três ultimas sugestões, são geralmente muito apreciadas por crianças hipersensíveis.


http://www.ama-ba.org.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=44&Itemid=57

Integração sensorial no espectro do autismo

As pessoas dentro do espectro autístico apresentam alguma forma de particularidade sensorial. Assim como tudo o mais relacionado ao autismo, há uma grande variação no grau de intensidade e na forma das experiências sensoriais vividas por aqueles com autismo.
Algumas crianças são hipersensíveis quanto à recepção de informações sensoriais. Por exemplo, crianças relatam serem capazes de ouvir conversas ou o som de móveis sendo arrastados em outros prédios. Outras crianças são tão sensíveis ao estímulo táctil (toque) que não toleram a sensação da etiqueta em suas camisetas. Por outro lado, algumas crianças aparentam ser hipossensíveis a estímulos sensoriais, ou seja, são pouco sensíveis e necessitam de uma maior intensidade de estímulo para que este seja percebido. Como exemplo, algumas crianças buscam a sensação de intensa pressão ao serem massageadas ou ao serem firmemente enroladas em pesados cobertores. Pesquisadores com Judith Bluestone (Instituto HANDLE, em Seattle, EUA), apontam para a possibilidade da hiposensibilidade ser na verdade uma hipersensibilidade ao extremo, o que levaria a pessoa a bloquear totalmente uma determinada sensação.
Integração sensorial para crianças com autismo.Muitas crianças no espectro aparentam ter complexos padrões de sensibilidades sensoriais. Por exemplo, uma criança pode ser hipersensível a sons e cheiros, mas hiposensível ao toque. Em outros casos, as sensibilidades das crianças parecem mudar de um momento para o outro, ou dentro de períodos de dias ou semanas. Elas podem ser hipersensíveis à luz em um dia e parecer hiposensíveis ou não afetadas pela luz em um outro dia. A ciência de hoje ainda não consegue explicar completamente por que isto acontece.
Integração sensorial refere-se ao processo de organização cerebral para eficientemente processar a recepção de informação sensorial e apresentar respostas apropriadas ao conjunto de estímulos. As crianças neurotípicas aprendem a integrar seus sentidos nos primeiros anos. Elas o fazem através de interações com as pessoas próximas e através de brincadeiras exploratórias. Na verdade, toda e qualquer ação da criança resulta em informação sensorial para o cérebro, o que contribui para o processo de organização e integração. Quando você vê um bebê colocando objetos na boca ou batendo objetos no chão você está testemunhando os métodos naturais do cérebro para a integração sensorial. Quando sua criança de 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta ou quer que você a segure de cabeça para baixo, ela está integrando seus sentidos. O sistema vestibular (que controla o equilíbrio) continua a amadurecer até a adolescência, o que explica o porquê dos adolescentes buscarem experiências intensas como as das montanhas-russas, enquanto que os adultos geralmente não as toleram fisicamente.
Crianças com autismo não são diferentes em relação a isto. Elas também recebem a informação sensorial que ajuda o cérebro a se organizar através de atividades como rodar, balançar, correr, pular, bater, tocar, mastigar, apertar, e cheirar! A diferença é que crianças com autismo geralmente necessitam fazer estas atividades por períodos maiores e de forma mais intensa do que outras crianças. Algumas delas também continuam a precisar destes tipos de estímulos engajando-se em comportamentos autoestimulatórios que não seriam considerados “apropriados” para suas idades em nossa sociedade. Devido a comportamentos desta natureza, crianças com autismo são amplamente incompreendidas.
https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/integracao-sensorial-para-autismo/

Abaixo segue algumas ideia de atividades sensoriais.




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Por que escolhi criar um blog sobre esse assunto

      Decidi fazer um blog com esse assunto pra relatar um pouco da minha experiencia com o autismo. Sou professora e até o ano passado (2015) ouvia falar do autismo, mas até então não sabia exatamente o que era, não tinha nenhum conhecimento sobre o assunto. Foi quando assumi um sala de aula e logo recebo a noticia " você tem um aluno autista", fui no outro mundo e voltei, " o que vou fazer com essa criança? Não sei nem o que é isso, como vou lidar com ele? Como ensina-lo?" Então, a partir dessa necessidade comecei a estudar sobre o assunto, para entender um pouco e saber como lidar com meu aluno. Confesso, fui me apaixonando a cada dia mais pelo assunto e por ele. Até então a educação especial não me chamava atenção, não pensava em me especializar em nada que envolvesse essa área, mas com a chegada do meu anjinho azul tudo mudou. Fiz curso de autismo, pós em educação especial, tudo para me informar melhor e poder realizar um bom trabalho. Enfim, o ano acabou, e muito aprendi com esse meu aluno, cada novo aprendizado, cada conquista, era uma vitória, um presente que eu recebia. Finalizei o ano mais apaixonada, e decidida trabalhar com essa área mais especifica.
       Esse ano recebi de presente a oportunidade de trabalhar como professora de apoio de uma criança autista, as pernas tremeram, veio uma certa insegurança, pois cada criança é diferente uma da outra. Confesso, os primeiros dias não foram fáceis, a adaptação, a aceitação ( a criança precisa te aceitar, se não a aproximação não acontece). Os dias foram passando as coisas acontecendo, começamos a nos entender, criamos nossa comunicação, ganhei a confiança dele. Hoje nossa relação esta ótima, nos entendemos bem, temos alcançados bons resultados de aprendizagem, bons avanços na interação, alimentação...
       Nesse espaço vou procurar passar para vocês dicas, ideias, sugestões, de coisas que eu fiz, utilizei e deu certo, para quem sabe talvez também auxiliar o trabalho de cada um de vocês!!!

Estratégias para melhorar a comunicação com o autista


 Em primeiro lugar, lembre-se de que todas as crianças são capazes:

  •  Isso não é diferente com crianças autistas. Elas só precisam de estratégias específicas para memorizar a informação.
  • Entenda que cada criança autista é diferente, não tente analisar seu aluno com base em outras crianças com o mesmo distúrbio, mas de acordo com o próprio desenvolvimento e aprendizagem dele.
Não use frases muito longas e evite sermões:

  •  Crianças autistas têm dificuldades em processar linearidade, principalmente no processo de fala. Discursos longos podem deixá-las bastante confusas.
  • Dê as instruções por escrito se a criança já souber ler, mas se ela ainda estiver aprendendo, utilizar imagens com as instruções pode ser útil.
  • As lições devem ser ensinadas em passos de formiga

Simplifique o aprendizado usando os interesses do aluno:
  • Muitas crianças autistas desenvolvem interesses especiais que podem ser utilizados como recurso durante as aulas.
  • Por exemplo, se ela adora carros, use-os para ensinar geografia "dirigindo-os" de um estado ao outro em um mapa.
Ensine através de exemplos com os colegas: 

  • Crianças neurotípicas (ou seja, que não são diagnosticadas com nenhum transtorno) compreendem emoções, estímulos e outras interações sociais instintivamente, mas crianças autistas precisam que estas sejam ensinadas nitidamente.[4]
  • Com isso em mente, vale lembrar que elas têm sim capacidade para aprender a interagir da maneira correta. A diferença é que elas precisam que a informação seja mastigada, enquanto crianças não autistas aprendem através da observação.
  • Em idade pré-escolar, elas aprendem tarefas simples como diferenciar cores e letras ou responder "sim" ou "não" observando as interações entre os colegas; portanto, quando fizer trabalhos em grupo, junte uma criança neurotípica que já domina o exercício a uma criança autista que tenha dificuldades nele. Por exemplo, uma criança autista que tenha dificuldades para entender a diferença entre as cores pode ser agrupada com uma que tenha demonstrado ótimo desempenho nessa área. Observando como se faz corretamente através de um colega, sem a pressão de ser um adulto ensinando, a criança autista terá mais chances de imitar o comportamento dele e aprender com segurança.
  • Eis uma boa estratégia: "treinar" crianças neurotípicas entre a primeira série do ensino fundamental e o ensino médio, que tenham demonstrado uma absorção adequada do conteúdo e um desenvolvimento de condutas sociais corretas, para serem modelos às crianças autistas. Assim, os exemplos de interações sociais como fazer contato visual, cumprimentar educadamente, compartilhar ideias, etc. podem ser transmitidos e corrigidos através do ensino afetivo, com gentileza e tom de voz amigável.

Leia histórias para ensinar comportamentos adequados:

  • Um bom exemplo seria uma história em que o personagem está triste e chorando; você pode apontar para as lágrimas e expressão do personagem para ajudar a criança a entender o que ele está sentindo. Ela pode prender com a memorização.
  • Algumas crianças autistas demonstram um bom aproveitamento de histórias sociais. Elas os ajudam através de exemplos de comportamentos em diversas situações.
  • Crie uma rotina estável:
  • Para crianças autistas, é um verdadeiro desafio não saber o que vai acontecer a seguir. Ter uma rotina estável e previsível, em que a criança tenha confiança nos acontecimentos pode deixá-la mais segura e tranquila.
  • pendure um relógio analógico em um lugar acessível e inclua imagens das atividades diárias em seus respectivos horários. Quando chegar a hora de fazer algo (tomar banho, por exemplo) aponte para o relógio e diga a hora de fazer a atividade; no entanto, é importante lembrar que muitas crianças autistas não conseguem ler as horas nesse tipo de relógio - nesse caso, use um relógio digital no mesmo lugar.
  • Calendários com imagens também podem ajudar.
Fonte: http://pt.wikihow.com/Educar-Crian%C3%A7as-Autistas